Hoje, esperando a consulta da minha mãe terminar, saí para andar um pouco pelo corredor do centro cultural ao lado do hospital.

Tinha uma oficina de cerâmica aberta bem na entrada, um rapaz sentado atrás do torno, modelando uma peça ainda bem mole, as mãos cobertas de barro até o pulso.
Fiquei parada ali, sem pressa nenhuma, só olhando o barro subir e descer embaixo dos dedos dele.
Faz tempo que não fico parada assim, sem checar o celular, sem pensar na próxima coisa que preciso fazer.
Só fiquei olhando a roda girar devagar, e por um instante esqueci da fila lá dentro.
